Na procura do tempo perdido
O tempo passa com uma velocidade que às vezes é quase cruel. Num piscar de olhos, as semanas escapam, os meses evaporam e, de repente, mais um ano se passou. Aquilo que parecia tão distante, como o Natal ou o fim do ano, aproxima-se numa pressa que nos deixa angustiados, ficando com a sensação que não estamos a conseguir a acompanhar os acontecimentos diários. Há algo assustador nessa sensação de que estamos sempre a correr atrás do tempo. Mal começamos a acostumar-nos com uma estação do ano, ela se despede, deixando-nos apenas com as lembranças. O verão, com o calor e as cores vibrantes, deu lugar ao outono sem nos perguntar se estávamos prontos. Agora, o Natal está quase à porta, e damo-nos conta de como os momentos vão passando e levando um pouco de nós. Cada instante que passa é um que não voltará, um que se perde no fluxo constante dos dias, que parecem rápidos demais para que os possamos aproveitar. E, ao mesmo tempo, há uma pressão para aproveitar ca...