Festas de aniversário : quando a celebração passa a consumismo
Quem não se lembra das suas festas de aniversário?
Em casa, família, amigos, vizinhos e uma mesa farta.
O bolo doce de ovo, retangular, bem grande, com flores de açúcar e bolinhas prateadas, que depois de trincar quase partiam um dente 😅.
As sandes de fiambre e queijo, o sumo Tang ou Sunquick que rendia imenso, Sumol, Jói, Coca-Cola, rissóis, batatas fritas,gelatinas, arroz doce com desenhos feitos a canela, resumidamente muito açúcar e fritos.
Os miúdos dançavam ao som das músicas Onda Choc, os adultos conversavam.
O registo fotográfico era com a máquina de rolo que se fosse de 24, tínhamos que gerir bem que momentos registar.
E assim, se passava um dia bem passado.
E hoje?
Bem hoje, preparar um aniversário está quase ao nível da preparação de um casamento 🤭 (para quem leva as festas muito a sério, claro).
Vamos pensar em quem convidamos, o local, o bolo, os enfeites, o lanche, as lembranças para os convidados, os convites, os outfits, a animação e atividades da festa, porque os miúdos já não se distraem apenas com a companhia um dos outros 🤨.
Após "meses" de preparação, chega o tão aguardado dia, que implicou um investimento financeiro significativo e perda de tempo.
Nesse dia, pais e aniversariante estão mais ansiosos e cansados, mal usufruindo do dia.
Com a nossa filha mais velha, investimos no seu primeiro aniversário, mas no segundo já foi em casa, no terceiro e quarto voltámos a investir.
Eis que surge a pandemia e acabaram-se as festas!!!
Só no seu oitavo aniversário voltámos a fazer uma festa, mas apenas para miúdos e com número muito reduzido.
Agora, no seu nono aniversário, foi ela própria a propor um jantar no seu restaurante preferido com família e antigos próximos.
E vocês?
São team festas pomposas ou team festas contidas?
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